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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cada Um Fala Sua Língua

     Existem inúmeros países e povos espalhados por aí e existem também inúmeros idiomas e dialetos. Isso se origina da cultura de cada povo, de cada região, dos costumes, etc. Também da cultura e dos costumes (acredito que até mais dos costumes) se originam formas mais “particulares” de falar. Já repararam que em cada “grupo”, por exemplo, uma roda de amigos ou os funcionários de uma empresa, existem algumas gírias e formas próprias de falar e nomear as coisas? Não sei ao certo como isso surge, talvez alguém ache mais fácil falar determinada palavra e/ou nome e aquilo acaba “pegando” por ser mais fácil, claro e/ou objetivo.
     Essa “forma própria de falar” pode surgir e indicar várias situações e fatores. Pode ser intimidade, quando diz respeito a algo entre amigos, casais ou familiares. Simplicidade quando dita por pessoas mais simples, que talvez não saibam os nomes “formais” das coisas e/ou algumas palavras. Criatividade quando alguém “cria” ou “nomeia” algo de acordo com sua opinião e/ou algum motivo pessoal. Pode ser também cumplicidade ou compartilhamento, pois pode surgir de algo que tenha ocorrido com mais pessoas ou sido presenciado. Também é uma forma de identificação de determinado grupo, pois se relaciona com algo que os integrantes deste grupo estão habituados a vivenciar, falar etc.
     É legal observar que todos nós temos esse costume, seja iniciado conosco mesmo ou passado por outros. O ser humano tem a tendência natural de se adaptar ao meio em que está e “instinto” faz com que aprendamos a nos comportar de forma semelhante aos demais. Interessante também como aprendemos, “pegamos” essas “gírias” e nem percebemos! E ainda achamos estranho quando as falamos com pessoas “de fora” do ambiente normal de circulação dessa “gíria” e elas não compreendem. Por exemplo, me lembro de quando conheci minha esposa e a família dela, que me “apresentaram” algumas palavras, nomes e formas de falar que eu não conhecia e nem compreendia. Ri e achei muito estranho, mas depois me acostumei. E ela ficava brava e achava um absurdo que eu não conhecesse aquele “significado” das palavras. Até hoje temos algumas coisas que falamos, tanto ela quanto eu, que ficamos sem entender e ainda tentamos convencer o outro de que existe, de que é normal, que muita gente fala...
     Talvez por outra tendência natural do ser humano, a de ser aceito e não ser considerado “diferente” dos outros, tentamos sempre convencer os outros de que nossa forma de falar está correta e a do outro não conhecemos. Isso é bobagem! Todas estão corretas dentro da cultura, da história, do ambiente e do dia-a-dia de cada um! E mesmo que a gente não concorde muito, não devemos condenar a pessoa! Como sempre aconselho, devemos nos colocar no lugar dos outros e imaginar como nos sentiríamos se rissem e criticassem a gente por esse motivo!

     Bom, o engraçado é passar a observar isso em nós mesmos e nas pessoas para ver o quanto podemos ser diferentes e aprender uns com outros de formas simples e divertidas!

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